Romaria de Julho: Imagem de Nsª Senhora até Aparecidinha
Na manhã deste domingo (13), por volta das 6h, teve início a tradicional romaria de Nossa Senhora da Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Ponte até o Santuário de Aparecidinha, no bairro homônimo, num percurso de aproximadamente 16 km. O pároco do Santuário, padre Ricardo Chizzolini, liderou a caminhada e presidiu a missa campal na chegada.
🕊 A CAMINHADA DA FÉ
A romaria, que acontece duas vezes ao ano — 1º de janeiro e segunda semana de julho — é conduzida com grande expectativa por parte da comunidade. O padre Ricardo, que acompanha o evento como pároco desde 2019 e participou pela primeira vez como seminarista a partir de 2005, declarou à imprensa:
“Estamos nos preparando para fazermos uma experiência de fé em nosso Senhor Jesus Cristo e com muita devoção a Nossa Senhora Aparecida, agradecendo a Deus pelas graças recebidas” .

E completou:
“Também queremos renovar a nossa consagração a Deus e a Virgem Santíssima […] pela gratidão, na emoção, no sentimento de pertencimento, por sentir-se amado, acolhido por Deus e no colo da Mãezinha do Céu” .
Essa edição teve a bênção de estar inserida no “Jubileu Ordinário” da Igreja, evento comemorativo a cada 25 anos, com o tema “Peregrinos da Esperança” .
👣 PERCURSO E ESTRUTURA
– A saída ocorreu após missa às 5h, do Santuário Arquidiocesano. Neste mês, houve missa campal ao final, conduzida por padre Chizzolini e concelebrada por Dom Gorgônio Alves.
– O trajeto, com cerca de 16 km pelas avenidas Três de Março, Carlos Reinaldo Mendes, Padre Madureira, São Paulo, 15 de Novembro e São Bento, contou com cinco paradas estratégicas — entre elas Matriz Santo Antônio e Santa Casa — onde foram oferecidos momentos de oração, pausas para descanso e abastecimento com água, frutas e alimentos .
– A Urbes/Trânsito ofereceu apoio com ônibus extras a partir das 4h — especialmente nas linhas T48 — e interditou trechos das vias com fiscalização para garantir a segurança dos peregrinos .
🎤 TESTEMUNHOS DE DEVOÇÃO
A auxiliar de classe Nilcéia Aparecida da Silva Ribeiro, uma das milhares de participantes no início do ano, relatou:
“Iniciar o ano caminhando na presença dela, nossa Mãezinha, é maravilhoso. Não consigo imaginar uma maneira melhor de começar 2025” .
Já o arcebispo Dom Julio Akamine, durante a missa de chegada, refletiu sobre o sentido da peregrinação:
“Não é uma corrida de quem chega primeiro […] é caminhar juntos, ninguém fica para trás […] diante de nós está o pastor que nos conduz, está Jesus […] vai a nossa frente e ao mesmo tempo vai ao nosso lado, caminha conosco” .

🕰 HISTÓRIA E TRADIÇÃO
A romaria remonta a 1804, quando os moradores da antiga Pirajibú se uniam em procissões para pedir intercessão da Santa durante epidemias, secas e enchentes. A partir de 1899, com a liderança do monsenhor João Soares, foram fixadas as datas atualmente praticadas: 1º de janeiro e segunda semana de julho .
✨ O QUE VEIO DE BOM?
A edição de julho transcorreu sem o uso de rojões — prática desencorajada pela organização há dois anos — e teve forte participação e apoio da comunidade em forma de alimentos e assistência aos peregrinos.

