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Erika Hilton defende democracia, direitos LGBTQIA+ e fim da escala 6×1 durante Parada do Orgulho de Sorocaba

Deputada afirmou que a Parada LGBTQIA+ possui caráter político e destacou pautas como combate à LGBTfobia, crise climática, direitos trabalhistas e defesa da democracia

A Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Sorocaba recebeu, durante sua programação, a presença da deputada Erika Hilton, que utilizou o espaço para defender a ocupação das ruas pela população LGBTQIA+, a democracia e a ampliação de direitos sociais. Em seu discurso, a parlamentar afirmou que o evento vai além de uma celebração e possui também um caráter político.

Segundo Erika, a realização da Parada representa uma forma de resistência diante da violência, do preconceito e da intolerância enfrentados pela população LGBTQIA+. Para ela, a presença da comunidade nas ruas demonstra que seus integrantes não pretendem abrir mão de seus espaços, direitos e dignidade.

“As Paradas não são apenas uma festa. Elas são uma festa com teor político”, afirmou a deputada, ao defender que a democracia também precisa contemplar a garantia da dignidade e dos direitos da população LGBTQIA+.

Durante a fala, Erika também destacou a importância da participação de famílias e crianças na Parada. Ela defendeu que a população LGBTQIA+ também possui diferentes configurações familiares e deve ter seus espaços de convivência e manifestação respeitados.

“Não há democracia sem nós”

Um dos principais pontos do discurso foi a relação entre a defesa dos direitos LGBTQIA+ e a democracia. Erika afirmou que a violência contra a população, a negação de direitos e as ameaças à dignidade representam obstáculos para a construção de um projeto democrático.

A deputada também fez referência à possibilidade de uma mulher trans ocupar a Presidência da República. Segundo ela, a comunidade LGBTQIA+ deve continuar sonhando e lutando para ocupar espaços de poder e decisão.

“Vamos sonhar com a possibilidade de um dia uma de nós subir aquela rampa e colocar no peito a faixa de presidente desse país”, declarou.

Em outro momento, Erika criticou a extrema direita e afirmou que a comunidade LGBTQIA+ continuará resistindo ao que classificou como manifestações de ódio, intolerância e fascismo. Ela também relacionou a luta LGBTQIA+ a outras pautas sociais, como direitos da população negra, dos povos indígenas e da classe trabalhadora.

Defesa do fim da escala 6×1

Entre as pautas trabalhistas mencionadas pela deputada esteve o fim da escala 6×1. Erika afirmou que o projeto é uma das principais bandeiras de sua atuação parlamentar e que a discussão também interessa diretamente à população LGBTQIA+.

Na entrevista realizada pelo apresentador Junior Mosko durante o evento, ela voltou a defender a proposta e afirmou que mulheres trans, mulheres negras e trabalhadoras têm participado da construção de pautas que impactam a classe trabalhadora.

“Não à toa, a pauta mais importante dos últimos 40 anos da classe trabalhadora vem das nossas mãos, que é o fim da escala 6×1, projeto de minha autoria”, declarou.

Apoio a Lula, mas com autonomia

Mosko questiona sobre seu apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sobre a possibilidade de discordar de medidas do governo, Erika afirmou que mantém autonomia em sua atuação no Congresso Nacional.

A deputada disse já ter votado contra propostas do governo e citou o debate sobre o arcabouço fiscal como um exemplo de divergência. Apesar disso, afirmou que o projeto político do presidente Lula representa, em sua avaliação, grande parte de suas convicções.

Mudanças climáticas também entram no debate

A crise climática foi outro tema abordado durante a entrevista do Junior Mosko Revela. Erika destacou projetos relacionados a refugiados climáticos e cidades resilientes e afirmou que as políticas públicas precisam preparar os municípios para enfrentar os impactos dos eventos climáticos extremos.

Para a deputada, além das medidas de adaptação, é necessário atuar na redução das emissões de gases e discutir uma transição energética. Ela defendeu mudanças nos padrões de consumo de petróleo e outras medidas destinadas a reduzir os efeitos da crise climática.

“Sem planeta, não há vida. Sem planeta, nós não existimos”, afirmou.

Deputada Federal Erika Hilton e Apresentador Junior Mosko

Defesa de novas configurações familiares

A parlamentar também falou sobre o conceito de família e criticou o que classificou como uma visão “cristalizada pela extrema direita”. Para Erika, a família brasileira possui diferentes configurações e deve ser entendida a partir de relações de convivência, respeito, afeto e colaboração.

Ela citou como exemplos famílias formadas por pessoas que não possuem necessariamente vínculos sanguíneos, além de famílias de travestis e de pais e mães que adotam seus filhos.

Questionamentos sobre o Banco Master

Durante a entrevista, Erika também foi questionada sobre o caso envolvendo o Banco Master. Em resposta, classificou o episódio como um grande escândalo e afirmou que ainda haveria questões a serem esclarecidas.

A deputada relacionou o caso ao bolsonarismo e mencionou uma acusação envolvendo um pedido de R$ 100 milhões feito por Flávio Bolsonaro para a realização de um filme, segundo a própria fala da parlamentar.

“Vamos sonhar”

Ao encerrar sua participação, Erika Hilton voltou a defender a união em torno da democracia, da diversidade, dos direitos sociais e da soberania brasileira. Ela também afirmou que a população LGBTQIA+ deve permanecer na linha de frente da defesa de sua dignidade e de seus direitos.

A deputada ainda mencionou a possibilidade de disputar espaços políticos de maior relevância no futuro. Questionada sobre a possibilidade de chegar à Presidência da República, respondeu que não sabe quando isso poderia acontecer, mas afirmou que é importante manter esse sonho como possibilidade.

“Vamos sonhar com isso, que eu acho que é uma possibilidade importante”, declarou.

A participação de Erika Hilton terminou com uma mensagem de resistência e esperança, destacando a continuidade da mobilização da população LGBTQIA+ em defesa de direitos, democracia e participação política.