Referencia Mundial, Estados Unidos se prepara para a Copa do Mundo 2026
Referência mundial no ramo de entretenimento, destaque esportivo em diversas modalidades e requisitado como principal destino turístico pelo mundo todo, a maior economia do mundo os Estados Unidos chegam mais uma vez para disputar a Copa do Mundo na edição de 2026, mesmo sem tanta tradição no futebol
Um dos países anfitriões da Copa do Mundo de 2026 – o país já foi palco do torneio em 1994 –, os EUA possuem uma área de aproximadamente 9,8 milhões de km², sendo o quarto maior do mundo em território (atrás de Rússia, Canadá e China). Têm cerca de 335 milhões de habitantes (2024) e grande diversidade étnica: descendentes de europeus, afro-americanos, latinos (cerca de 19% da população, com forte influência mexicana, centro-americana e caribenha) e asiáticos.

Turismo e pontos icônicos
O país é vasto turisticamente. Entre seus pontos mais famosos estão:
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Grand Canyon (Arizona) – uma das formações geológicas mais impressionantes do mundo.
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Estátua da Liberdade (Nova York) – símbolo da imigração e da liberdade.
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Times Square (Nova York) – luzes, telões e teatros da Broadway.
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Disney World (Orlando, Flórida) – o parque temático mais famoso do mundo.
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Las Vegas Strip (Nevada) – cassinos, shows e réplicas de monumentos.
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Casa Branca e Capitólio (Washington, D.C.) – centros do poder político.
Costumes e hábitos da população
De modo geral, a população estadunidense costuma ter uma vida dinâmica. Fora de Nova York e de outras poucas cidades, o transporte público é fraco; o carro é uma extensão da casa, e todos dirigem, mesmo para distâncias curtas. Comer fora é comum – o fast food está presente em grande parte das refeições (McDonald’s, Burger King, Taco Bell, Chick-fil-A), mas também há cadeias de comida saudável (Chipotle, Panera).
Em aspectos sociais, a simpatia do estadunidense pode ser definida como superficial: “How are you?” é uma saudação padrão, mas não se espera uma resposta longa – apenas “Good, and you?”. A pontualidade é supervalorizada: chegar atrasado para o trabalho, ao médico ou a compromissos sociais é malvisto (exceto em festas em casa, onde há tolerância).
Curiosamente, há muito respeito com o espaço pessoal, maior do que no Brasil ou na Europa. As filas respeitam cerca de meio metro de distância. Falar alto em público é normal e não é considerado rude.

Entretenimento: cinema, TV e música
Nesse assunto, os estadunidenses tiram de letra. Grandes astros de Hollywood dominam o cinema global: Leonardo DiCaprio, Denzel Washington, Will Smith, Julia Roberts, Angelina Jolie e Sandra Bullock. Na televisão, destacam-se Jimmy Fallon, Jimmy Kimmel, Stephen Colbert, Oprah Winfrey, Ellen DeGeneres e Conan O’Brien.
Quando se fala em música, os nomes são incontáveis e revolucionários: Michael Jackson (o Rei do Pop), Madonna, Elvis Presley, Frank Sinatra, Beyoncé, Rihanna, Taylor Swift e Lady Gaga.
Esportes e lazer
Diferentemente do brasileiro, o estadunidense é apaixonado por:
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Futebol americano (NFL) – a final do Super Bowl é feriado não oficial.
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Basquete (NBA) – popular entre jovens e nas grandes cidades.
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Beisebol (MLB) – tradição centenária, o “passatempo nacional”.
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Hóquei no gelo (NHL) – forte nas regiões norte e meio-oeste.
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Futebol de campo (soccer) – crescimento acelerado desde os anos 1990, especialmente entre imigrantes e crianças de classe média.
A MLS e os grandes astros do futebol
Nos Estados Unidos, o principal torneio de futebol é a MLS (Major League Soccer). Os times de maior torcida são Seattle Sounders, LA Galaxy, Atlanta United, Portland Timbers e Sporting Kansas City. Astros como David Beckham e Zlatan Ibrahimović já vestiram a camisa do LA Galaxy.
Outras estrelas que passaram pela MLS: Thierry Henry (New York Red Bulls), Wayne Rooney (D.C. United) e o brasileiro Kaká (Orlando City), que foi a primeira grande estrela do clube, ajudando a popularizar ainda mais a liga.
Atualmente, grandes nomes atuam na MLS, como o alemão Thomas Müller (Vancouver Whitecaps), campeão do mundo em 2014, o colombiano James Rodríguez (Minnesota United) e o argentino Lionel Messi (Inter Miami).
A atual geração da seleção masculina
Muitos jogadores famosos atuam ou já atuaram no futebol dos Estados Unidos. Os principais nomes que representam a atual geração da seleção são:
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Weston McKennie (meia da Juventus – Itália)
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Tanner Tessmann (meia do Lyon – França)
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Brenden Aaronson (meia do Leeds United – Inglaterra)
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Malik Tillman (atacante do Bayer Leverkusen – Alemanha)
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Christian Pulisic (atacante do Milan – Itália), grande craque dessa geração.
Títulos e campanhas de destaque
A seleção dos Estados Unidos detém títulos relevantes: é 7 vezes campeã da Gold Cup e 3 vezes campeã da CONCACAF. Como convidada, já disputou duas edições da Copa América (1995 e 2016), ficando em 4º lugar em ambas.
Vale destacar que Brasil e Estados Unidos disputaram a final da extinta Copa das Confederações, com vitória brasileira por 3 a 2.
A campanha histórica de 1930
Na Copa do Mundo, a melhor campanha dos EUA foi em 1930, quando ficaram em 3º lugar, perdendo para a Argentina por 6 a 1. Naquela campanha, o atacante Bert Patenaude foi o primeiro jogador a marcar um hat-trick (três gols em uma partida) na história das Copas.
Desde então, o melhor desempenho da seleção norte-americana foi chegar às quartas de final contra a Alemanha na Copa do Mundo de 2002 (realizada na Coreia do Sul), quando perdeu por 1 a 0.
Ídolos da seleção masculina
Na história da Copa do Mundo, os EUA têm pouco destaque ao longo das edições. Landon Donovan e Clint Dempsey dividem a artilharia de gols pela seleção: 58 para Donovan e 57 para Dempsey. Donovan marcou um gol icônico contra a Argélia na Copa do Mundo de 2010 (África do Sul), que garantiu a classificação para as oitavas de final, onde os EUA caíram para Gana.
Dempsey também é muito reconhecido por ter sido o primeiro estadunidense a marcar em três Copas do Mundo diferentes (2006, 2010, 2014). Outro nome de destaque é o goleiro Tim Howard, lendário por eternizar seu nome na Copa de 2014 (Brasil). No jogo entre Estados Unidos e Bélgica, Howard fez 16 defesas – recorde em uma partida de Copa –, o que lhe rendeu o apelido de “Secretário de Defesa”. Ele é o goleiro com mais jogos pela seleção.

A seleção feminina: a maior potência do futebol feminino
Apesar de a seleção masculina não ter grande relevância em Copas do Mundo, o mesmo não se pode dizer da seleção feminina dos Estados Unidos. Ela é, sem qualquer sombra de dúvida, a mais vitoriosa e dominante da história do futebol feminino mundial.
Conquistou 4 títulos da Copa do Mundo (1991, 1999, 2015 e 2019) – mais do que qualquer outra nação. Entre seus grandes nomes:
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Mia Hamm (atacante) – eleita Jogadora do Ano da FIFA em 2001 e 2002, campeã mundial em 1991 e 1999 ao lado da meio-campista Kristine Lilly, recordista de jogos pela seleção (354 partidas).
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Abby Wambach (atacante) – maior artilheira da história da seleção (184 gols), campeã mundial em 2015 junto com a goleira Hope Solo (102 jogos sem sofrer gols).
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Michelle Akers (atacante/meia) – eleita a Jogadora do Século da FIFA em 2002.
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Megan Rapinoe – mais recentemente, venceu a Bola de Ouro e a Chuteira de Ouro da Copa de 2019.
Estreia na Copa do Mundo de 2026
Os Estados Unidos farão sua partida de estreia na Copa do Mundo de 2026 no dia 19 de junho contra a Austrália, no estádio Lumen Field, em Seattle, às 16h (horário de Brasília).


