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Indústria também entra em campo durante a Copa do Mundo, afirma presidente do Ciesp

A Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, reúne bilhões de torcedores ao redor do planeta e movimenta uma das maiores estruturas esportivas já organizadas. Mas além dos atletas e seleções, outro protagonista participa diretamente do espetáculo: a indústria.

A análise é do presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Rafael Cervone. Segundo ele, a presença da indústria está em praticamente todos os elementos que tornam possível a realização do maior torneio de futebol do mundo.

Da bola utilizada nos gramados aos modernos sistemas de arbitragem por vídeo (VAR), passando pelos uniformes, equipamentos de transmissão, drones, sistemas de comunicação e aparelhos de preparação física dos atletas, tudo é resultado da inovação e da capacidade produtiva da indústria.

Os gramados, por exemplo, recebem tratamento com fertilizantes e são mantidos por equipamentos desenvolvidos pelo setor industrial. Já os uniformes das seleções incorporam tecnologias que garantem conforto, resistência e melhor desempenho aos jogadores.

Além da Copa do Mundo, a indústria está presente diariamente na vida da população. Roupas, eletrodomésticos, celulares, computadores, equipamentos hospitalares, sistemas bancários e meios de transporte são apenas alguns exemplos da importância do setor para o funcionamento da sociedade moderna.

Para Cervone, essa presença constante explica o papel estratégico da indústria no desenvolvimento econômico e social. O setor é responsável pela geração de empregos qualificados, renda, inovação tecnológica e fortalecimento das cadeias produtivas.

Outro ponto destacado pelo dirigente é a contribuição da indústria para a agenda ambiental. Investimentos em eficiência energética, economia circular, desenvolvimento de novos materiais e processos produtivos mais sustentáveis vêm transformando o setor em um importante aliado da transição para uma economia de baixo carbono.

“O futebol traduz valores como trabalho em equipe, estratégia e superação. A indústria também atua diariamente com esses mesmos princípios, gerando soluções, oportunidades e qualidade de vida para a população”, destaca.

Rafael Cervone também defende a adoção de políticas públicas permanentes de incentivo ao setor produtivo. Segundo ele, uma indústria forte, inovadora e competitiva é fundamental para que o Brasil amplie sua capacidade de crescimento, geração de empregos e desenvolvimento socioeconômico.

Enquanto a bola rola nos gramados da Copa do Mundo, a indústria segue atuando nos bastidores, garantindo que o espetáculo aconteça e demonstrando sua relevância para o presente e o futuro do país.